as correntes minúsculas que fluem do meu corpo para o seu corpo dos nossos corpos de quando descobrimos a origem do amor as correntes não são minúsculas mas fluem do meu corpo para o seu corpo e do seu corpo para o meu corpo dos nossos corpos em órbita no universo e as correntes que fluem do universo para os corpos dos corpos para o universo são as correntes de energia que provam a mim que a energia boa do universo é infinita mesmo que venha a ter um fim como tem todas as coisas infinitas ou não
as correntes minúsculas que fluem imediatas e eternas sua perna minha perna seu braço meu braço seu sorriso e o calor
domingo, 15 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Loreninha e a Concha
Loreninha rolou na cama apertada e caiu no buraco, acordou. Insone. Loreninha acordou e caiu no buraco, a concha. Perguntasse a Paulo como faz para deixar a concha, responderia "é só forçar a saída, Loreninha". Mas Loreninha e seus olhos insones vagam pelo quarto. Não tivesse medo, soubesse usar os braços, arrombava mesmo a porta e saía. Nua. Não tivesse medo, soubesse usar os braços, as pernas, a boca. Quem tem boca vai à Roma mas Loreninha não vai a lugar algum porque não sabe usá-la. Ou sabe. Sabe muito bem. Sabe bem demais. Não quer. Sei lá. A resposta não está no cubículo quente de tijolos no qual Loreninha sua. Também não está no mundo porque nesse mundo não há resposta, só perguntas. Um mundo em que nada é solução e no entanto também nada pode ser realmente um problema. Perguntasse a Paulo, diria que é um desperdício uma menina tão bonita feito Loreninha passar a vida buscando a resposta da vida na não-vida. Já Loreninha diria que não é uma menina tão bonita e que muito menos gasta sua vida buscando uma resposta que sabe muito bem que não pode encontrar. "I'm only sleeping" diriam os Beatles. Diria Loreninha.
Quando deixa de se sentir uma feia ressentida Loreninha levanta da cama e lembra como faz para se usar braços, perna e boca. Também não sente mais medo.
Quando deixa de se sentir uma feia ressentida Loreninha levanta da cama e lembra como faz para se usar braços, perna e boca. Também não sente mais medo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Eu nem me lembro da primeira vez que eu vi seus olhos, mas no fundo já nem me importa, porque o que eu me lembro da primeira vez que eu vi seus olhos eu nunca esqueci. Eles me diziam que permaneceriam acesos para todo o sempre e que eu os encontraria quando não queria e queria e mesmo quando eu não queria eu queria.
Eu detesto essa voz que soa na minha cabeça e diz que eu sou incapaz. Os seus olhos são essa voz.
Eu detesto essa voz que soa na minha cabeça e diz que eu sou incapaz. Os seus olhos são essa voz.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
escrevi poemas que não escrevi
I.
não lhe importa as desmedidas dos governos
os protestos violentos aqui ou na turquia
porque de violento já basta
o seu peito
que dói ao ouvir as notícias que dizem
que o japão está cada vez mais longe da escócia
e os dois não se encontram no brasil
II.
da primeira vez que vi seus olhos
eles não me disseram nada
porque não os vi
desde a primeira vez que vi seus olhos
passei a vê-los em qualquer lugar
não lhe importa as desmedidas dos governos
os protestos violentos aqui ou na turquia
porque de violento já basta
o seu peito
que dói ao ouvir as notícias que dizem
que o japão está cada vez mais longe da escócia
e os dois não se encontram no brasil
II.
eles não me disseram nada
porque não os vi
desde a primeira vez que vi seus olhos
passei a vê-los em qualquer lugar
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